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VC#14 Saúde do Brasileiro no Exterior

No episódio dessa semana, conversei com a Carol Santos, que trabalhava no departamento acadêmico quando eu estudei no Palavra da Vida Hungria. Ela compartilhou da sua experiência com os sistemas de saúde húngaro e coreano durante a gravidez e parto de seus três filhos.

Você foi para a Hungria como expatriada?

A Carol e seu marido são missionários pelo Palavra da Vida e, quando a Carol decidiu se casar com o Filipe, já sabia do seu sonho de ir para o Leste Europeu. Surgiu então a oportunidade de eles se mudarem e passarem a trabalhar no PV Hungria. No primeiro ano lá, a Carol estudou no PV enquanto trabalhava, após esse ano passou a trabalhar integralmente no departamento acadêmico, assim como seu marido.

Como foi a gravidez na Hungria?

Usar o sistema de saúde Húngaro sendo estrangeiro foi complicado. Os médicos não sabiam como registrar os procedimentos deles e houve até mesmo uma confusão quanto a se deveriam dar uma espécie de "gorjeta" para o médico que ajudou ela com uma gravidez perdida. Quando ela ficou grávida pela segunda vez, disseram que o parto natural não era pago. Algum tempo depois, chegou uma conta na casa dela e o hospital disse que a primeira informação que havia sido fornecida estava incorreta.

Por que decidiram ir para a Coréia?

Eles tinham entendido que era o momento de irem trabalhar em outro lugar e uma das opções seria voltar para o Brasil. Como o PV Coréia estava com só um professor em tempo integral, ele estava ficando sobrecarregado (o PV trabalha com vários professores convidados que lecionam por algumas semanas em cada instituto). Então surgiu uma oportunidade de servir por dois anos na Coréia do Sul, onde o Filipe lecionaria em inglês, antes de retornarem ao Brasil. Eles então optaram por mudar de país, com a Emma que tinha 1 ano e 3 meses na época.

Como foi a gravidez na Coréia?

A Coréia possui um seguro-saúde para cidadãos ou expatriados com vínculo empregatício, como era o caso deles. Esse seguro possui uma taxa anual. Com esse seguro em mãos, eles só pagavam 10% do preço da consulta ou procedimento quando iam ao médico. O governo pagava os outros 90%. Em média, eles gastavam de USD 2,00 a USD 3,00 por consulta pediátrica e entre USD 30,00 e USD
50,00 por consulta de pré-natal.

Além do seguro-saúde, o governo fornecia um cartão com um crédito de cerca de USD 500,00 para as grávidas utilizarem com as consultas. No caso, a Carol utilizou esse valor para cobrir os 10% dela em todas as consultas de pré-natal e ainda sobrou um resquício para ajudar no pagamento do parto natural.

Foram duas gestações na Coréia e a percepção da Carol é de que no Brasil o sistema de saúde é melhor em termos de acesso e carisma dos médicos, bem como nos exames realizados ao se investigar uma doença. Nas palavras dela, a tecnologia na Coréia era de ponta, mas parecia que eles eram totalmente dependentes das máquinas. Havia também uma barreira cultual. Quando ela perguntava algo, muitas vezes os médicos se limitavam a rir ou a dizer que era normal.

Além disso, para registrar os bebês ela teve que ir até o consulado que ficava em Seoul, a presença de ambos os cônjuges se fazia necessária, então da segunda vez ela optou por já deixar firma reconhecida de modo que seu marido pudesse fazer todo o processo sozinho.

Qual a sua dica para quem está indo para outro país?

Estar aberto a hábitos diferentes. Pessoas se relacionam de maneiras diferentes em outros países. A construção de uma amizade pode levar mais tempo, a pressão sobre os jovens pode ser diferente e a alimentação também. Você tem que estar aberto a conhecer e se adaptar.


Onde encontrar a Carol nas redes sociais?

Facebook: Carol F. Santos
Instagram: @carolfsantos14

Até a próxima e boas viagens!

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