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VC#34 Estudando em Coimbra

Nessa semana, conversei com a Elena Mambrini, que foi para Coimbra em 2018. A Elena estava cursando Educomunicação na ECA/USP e, perto já do final do curso, decidiu fazer um intercâmbio. Ela não queria fazer prova de proficiência, então decidiu se candidatar a uma vaga para entender melhor como era o processo - tipo um trainee de vestibular. O que ela não esperava, era que nessa primeira candidatura ela já seria aprovada! O processo consistia em uma análise da nota dos alunos, seguida de uma redação a ser elaborada pelos candidatos em data a hora a ser marcada na faculdade. Após isso, haveria uma entrevista para entender a motivação.

Com a resposta de que havia sido aprovada, ela começou a burocracia de visto, que deveria ser obtido ainda no Brasil, bem como a se candidatar às vagas de bolsa da USP. Ela foi aprovada no programa de bolsas do Santander, o que permitiu com que seguisse com os planos do intercâmbio. No entanto, o visto estava levando muito tempo para ela obter e, o próprio consulado, a orientou a viajar sem visto, como turista da Zona de Schengen e, na imigração, explicar sua situação. E foi isso que ela fez. O visto, ela só conseguiu poucas semanas antes de expirar o período de turismo (3 meses), sendo que por duas semanas ela ficou sem passaporte, tendo seu passaporte enviado para o Brasil de modo a obter o visto. Apesar do sufoco, ela sentiu muito a presença de Deus lhe dando ousadia para conseguir até mesmo o contato do cônsul!

A viagem para Coimbra foi bem tranquila - tirando a parte de estar sem visto. A Elena chegou na cidade e pegou um táxi, que a levou até a casa de uma amiga onde ela ficaria até obter uma moradia permanente. Logo a Elena encontrou um apartamento pertinho da Universidade de Coimbra, o qual dividiu com três portuguesas. Dentre as similaridade que ela viu com os Portugueses, a cultura de trotes universitários foi uma das mais fortes. Lá, ela estudou um pouco sobre os dialetos que existem no país e descobriu até que havia um "portunhol" falado numa região da divisa com a Espanha.

Algumas das viagens que a Elena fez por lá foram com a Quebratour, que ela super recomendou apesar do nome curioso. Essa empresa que tem como donos brasileiros, tem esse nome por ficar na região de Quebra Costas, que segundo a Elena possui muitas escadas, daí o nome de Quebra Costas. Na verdade, ela falou que a cidade de Coimbra é repleta de escadas e pedras escorregadias, já que eles procuram manter a cidade preservada com a estrutura antiga. Ela até recomendou que se leve roupas confortáveis para caminhar por lá, porque isso faz muita diferença.

Outra curiosidade é que a Universidade de Coimbra tem como tradição que os alunos utilizem capas parecidas com as do filme Harry Potter, sendo que J. K. Rowling se inspirou no uniforme universitário de lá para criar as vestimentas de seus personagens. Os alunos devem usar as capas durante o curso todo, sendo que existe uma tradição de que ela não pode ser lavada até o final do curso 😮. Além disso, a Elena disse que é bem estranho andar à noite e encontrar pessoas de capa.

A Universidade de Coimbra possui cerca de 25.000 alunos, representando quase 25% da população da cidade. A Elena também conheceu muitos chineses lá e curiosamente eles não eram de Macau! Se você não conhece Macau, a região foi uma colônia portuguesa e hoje faz parte da China. Essa região portuária tem como idioma oficial o português, além do chinês, é claro.

Por último, como conheci a Elena, né? Ela era parte da Aliança Bíblica Universitária, assim como eu. Esse grupo estudantil foca no estudo bíblico e no aprendizado da Palavra de Deus. Ele é vinculado à International Fellowship of Evangelical Students, movimento formado em Harvard em 1947. E, como a ABU e os ABUenses estão espalhados pelo mundo, a Elena voltou com novas amizades com outros ABUenses.

Por hoje é só! Até a próxima e boas viagens!


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